O Caso Maracangalha de 1973.
O relato do Geraldo introduz uma perspetiva completamente diferente sobre a aparência dos tripulantes e a dinâmica que num futuro teremos que encontrar e não ficarmos alarmados.
Os Seres “Estilo Predador” (Translúcidos)
A descrição de que os seres eram translúcidos e quase invisíveis é o detalhe mais marcante deste depoimento. Em vez dos típicos “humanoides cinzentos” ou seres brilhantes descritos em outras versões, Geraldo associou-os diretamente ao efeito de camuflagem ótica do ser alienígena do filme “O Predador” (1987). Na ovnilogia, este tipo de avistamento é extremamente raro e costuma ser classificado como o fenómeno dos “seres de camuflagem” ou “humanoides invisíveis”.
Comportamento de Recolha (Pesquisa Biológica)
De acordo com o texto, os jovens (Geraldo e Eliomar) não foram abduzidos à força de imediato; eles agiram como testemunhas ocultas. Eles entraram na Mata Mucuri para caçar e acabaram por se esconder na vegetação ao ver a nave. Daí, observaram uma das criaturas translúcidas a caminhar pelo terreno recolhendo amostras de pedras e plantas. Esse comportamento apoia uma das teorias clássicas da ovnilogia: a de que certas visitas de OVNIs têm intuitos puramente científicos ou de recolha de material biológico da Terra.
O Fator “Filme de Ficção” na Memória
O facto de o Geraldo só ter associado e compreendido totalmente o que viu décadas mais tarde, ao assistir a O Predador, ilustra um fenómeno psicológico muito comum em testemunhas de eventos ufológicos antigos. Muitas vezes, a mente humana da década de 1970 não tinha referências visuais ou conceitos tecnológicos/culturais para processar uma imagem tão abstrata (como um ser translúcido). A cultura pop e o cinema de ficção científica acabaram por fornecer a “linguagem visual” que ele precisava para exteriorizar o trauma e a memória.
Este caso levanta novas perspetivas de vermos os seres do cosmos.
Se por um lado temos evidências tridimensionais dos seres, por outro lado podemos estar em frente de seres transparentes o que é muito curioso. Estaremos na presença duma nova classe de humanoides – os transparentes.
Lobsang Rampa fala que todos os humanoides têm que ter uma caraterística de algum outro tipo de animal, por exemplo, há humanóides com cornos e humanóides com bico de pássaro.
Assim os humanoides do caso de Maracangalha, poderão ter as mesmas características de seres unicelulares transparentes.
A Ligação com Lobsang Rampa e a Hibridização Cosmos-Natureza.
O escritor Lobsang Rampa, conhecido pelas suas obras de esoterismo, ocultismo e relatos de viagens astrais no Tibete, defendia que as formas de vida inteligentes espalhadas pelo universo partilham padrões evolutivos com a fauna. Na perspetiva esotérica, a “forma humanoide” é um modelo arquetípico do cosmos, mas que assume variações físicas adaptadas ao seu ambiente ou à sua matriz espiritual de origem.
Sob este prisma, se existem humanoides com traços de aves (como os seres aviários relatados em mitologias antigas) ou de répteis, a existência de seres com características de organismos translúcidos faz todo o sentido biológico e cosmológico.
Características de Seres Unicelulares em Escala Humanóide?
Os seres unicelulares (como as amibas, paramécias ou certas bactérias que são completamente transparentes) conduzem-nos a tentativas teóricas para explicar os seres de Maracangalha.
Biologia Baseada na Transparência
Na Terra, a transparência não é exclusiva de seres unicelulares. Animais complexos e multicelulares — como certas medusas, os chamados “peixes-gelo” da Antártida, rãs-de-vidro e lulas abissais — desenvolveram tecidos transparentes como uma forma extrema de camuflagem evolutiva.
Se os seres de Maracangalha fossem biologicamente transparentes, a sua estrutura celular poderia ser composta por proteínas e fluidos que não absorvem nem refletem a luz visível, exatamente como os organismos aquáticos terrestres.
A Hipótese Plasmática ou Energética
Outra vertente da ovnilogia sugere que seres “transparentes” não são feitos de carne e osso, mas sim de plasma ou energia condensada. À semelhança do citoplasma translúcido duma célula, estes corpos seriam maleáveis, capazes de alterar a sua densidade e luminosidade, o que explicaria a razão pela qual pareciam “quase invisíveis” ou translúcidos na vegetação enquanto recolhiam amostras.
Os Humanóides Camuflados
Embora a ovnilogia tradicional se foque muito nos seres do tipo Grey (cinzentos) ou nos Nordestinos/Pleidianos (humanos loiros), os relatos de seres transparentes ou com propriedades de distorção ótica têm ganho força. Eles desafiam a nossa ideia de “evidência tridimensional”:
Camuflagem tecnológica versus biológica
O facto da testemunha Geraldo ter associado o ser ao filme O Predador levanta a dúvida: a criatura era biologicamente transparente (como um ser unicelular) ou estava a utilizar uma tecnologia de ocultação (um campo de força que curva a luz ao redor do corpo)?
Se for uma característica biológica (como sugerido pela regra de Rampa), estaríamos a falar de uma raça cuja evolução ocorreu em planetas com atmosferas ou ecossistemas onde a luz se comporta de forma diferente, tornando a pele opaca uma desvantagem evolutiva.
Essa perspetiva expande as fronteiras da exobiologia: a vida inteligente fora da Terra pode não ser apenas diferente na cultura ou na tecnologia, mas sim na própria forma básica como a matéria e a luz interagem com os seus corpos.
Outros casos de seres transparentes
A descrição de seres transparentes ou com propriedades de camuflagem ótica (efeito “Predador”) não é um exclusivo do Caso Maracangalha. Ao longo da história da ovnilogia mundial, existem vários relatos em que as testemunhas descreveram entidades com estas exatas características, desafiando a tipologia clássica dos extraterrestres cinzentos (Greys) ou dos nórdicos.
Seres de Vidro” de Imbé (Rio Grande do Sul, 1993)
Um dos casos mais impressionantes do Brasil centraliza-se na figura de um pescador na cidade de Imbé.
A testemunha afirmou ter visto um objeto luminoso pousar próximo a uma lagoa isolada. Ao aproximar-se, deparou-se com três tripulantes fora da nave.
O pescador descreveu os seres como tendo uma estrutura humanoide, mas os seus corpos pareciam feitos de uma espécie de “vidro fumado” ou gelatina translúcida. Era possível ver o contorno da vegetação e das luzes da própria nave através dos corpos das criaturas. Quando se movimentavam, causavam uma ligeira distorção no espaço ao redor, tal como o Geraldo descreveu no Caso Maracangalha.
O Caso Pascagoula (Mississippi, EUA, 1973)
Coincidentemente ocorrido no mesmo ano do Caso Maracangalha (1973), este é um dos episódios de abdução mais famosos e investigados dos Estados Unidos, envolvendo dois operários navais, Charles Hickson e Calvin Parker.
Embora muitas ilustrações mostrem seres de pele enrugada e pinças, Parker lançou anos mais tarde detalhes adicionais em novas entrevistas. Ele relatou que, momentos antes de as criaturas físicas surgirem, ele testemunhou uma entidade de aspeto feminino e completamente translúcida dentro do objeto.
A criatura parecia flutuar e emitia uma suave luminescência azulada, assemelhando-se a uma projeção holográfica viva ou a um ser de plasma puro, sem densidade biológica aparente.
O Incidente na Floresta de Rendlesham (Inglaterra, 1980)
Considerado o “Roswell do Reino Unido”, este caso envolveu múltiplos militares da Força Aérea dos EUA estacionados na base de RAF Bentwaters.
Fenómeno Invisível
Além do avistamento de uma nave triangular pousada no solo, vários militares de patrulha relataram ter sentido uma “presença física” ao lado deles na floresta.
Distorção Ótica
Pelos sensores noturnos e a olho nu sob a luz da lua, os soldados relataram terem visto formas humanas feitas de ar distorcido a moverem-se silenciosamente entre as árvores. A vegetação dobrava-se e os ramos partiam-se à passagem de “algo” que distorcia a luz de fundo, mas que permanecia opticamente invisível.
Os Humanoides Camuflados do Alasca (EUA, Década de 1990)
Na vasta região do chamado “Triângulo do Alasca”, conhecida pelo elevado número de desaparecimentos e avistamentos de OVNIs, caçadores e caminhantes acumulam relatos de encontros na floresta muito semelhantes ao texto do vídeo que viu.
O Efeito Predador
Mais do que uma raça biologicamente transparente, os investigadores de campo na região tendem a classificar estes avistamentos como tecnologia de camuflagem. As testemunhas relatam olhar para uma clareira e ver uma silhueta de mais de dois metros de altura que replica perfeitamente as cores das árvores e da neve atrás de si, criando uma espécie de efeito de miragem térmica em movimento.
A Hipótese Interdimensional e os “Seres de Plasma”
Na moderna comunidade de investigação ovnilogica (como em relatos discutidos em fóruns especializados e em comunidades como o Reddit), debate-se fortemente se estes seres transparentes pertencem a uma biologia clássica tridimensional ou se são seres interdimensionais.
Mudança de Densidade
Cientistas marginais e ovnilogistas sugerem que civilizações extremamente avançadas poderiam manipular a vibração atómica da sua própria matéria.
Ao entrarem na nossa dimensão terrestre, eles não se materializariam por completo de imediato. Ficariam num estado intermédio (transparente ou plasmático), o que lhes permitiria recolher amostras físicas de plantas e rochas (como no relato do Geraldo e Eliomar) enquanto permanecem parcialmente indetetáveis a ameaças locais.
Quer seja por evolução biológica (organismos complexos translúcidos semelhantes a seres unicelulares ou medusas) ou por tecnologia de ponta, o cosmos parece albergar formas de vida que desafiam a nossa perceção visual da matéria.
© Luís Luz Aparício
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