Ovni em Alcácer do Sal

No dia 1 de outubro de 2026, saí sozinho de Lisboa para realizar mais uma vigília ovnilógica, desta vez numa zona rural próxima de Alcácer do Sal. Percorri cerca de 20 minutos por uma estrada de terra, mata adentro, até chegar a um ponto que já conhecia e que proporcionava uma excelente visibilidade do céu em todas as direções. A noite estava completamente limpa, com aproximadamente 15 °C e um céu extraordinariamente estrelado.

Por volta das 22h00, comecei a observação. Durante a primeira hora, contei 11 satélites atravessando o céu e acompanhei, através de uma aplicação, as rotas das aeronaves que passavam pela região. Cheguei inclusive a fotografar a posição das estrelas para posteriormente poder comparar as imagens e os movimentos observados.

Foi por volta das 22h50 que a observação assumiu um carácter completamente diferente. Duas luzes surgiram repentinamente no céu mas rente ao topo das árvores, altitude muito abaixo dos aviões. Surgiram, aparentemente do nada. Eram intensas, inicialmente brancas e depois com uma tonalidade alaranjada, surgindo e desaparecendo de forma intermitente e aparentando estar a uma altitude relativamente baixa.

Nos minutos seguintes, em quatro ocasiões, novas luzes apareceram, subiram lentamente e paravam e desapareceram. Noutra sequência particularmente intrigante, observei luzes que se deslocavam da esquerda para a direita, paravam durante alguns segundos e, posteriormente, voltavam a deslocar-se da esquerda para a direita até desaparecerem.

Considerei naturalmente a possibilidade de serem satélites, aeronaves, drones ou fenómenos atmosféricos. Contudo, os movimentos observados não me pareceram corresponder ao comportamento habitual desses objetos. A hipótese dos satélites também merecia uma análise mais cuidadosa, uma vez que o simples facto de o Sol já tinha desaparecido no horizonte e não era possível refletir a luz em satélites de baixa altitude (LEO).

Às 23h25 deixei o primeiro ponto de observação e conduzi até uma estrada asfaltada situada numa zona mais elevada. Poucos minutos depois, por volta das 23h30, a Lua já estava consideravelmente elevada e iluminava grande parte do céu. Não havia nuvens que pudessem ocultar uma fonte luminosa. Foi então que observei algo que se tornou o acontecimento principal daquela noite.

A aproximadamente 5 km de distância, junto a uma pequena elevação montanhosa e aparentemente muito abaixo das rotas habituais das aeronaves comerciais, surgiu uma luz extremamente intensa na direção NE 34°, orientação registada pela bússola do telemóvel. A luz começou a subir lentamente e, de repente, pareceu permanecer estacionária no céu. Pouco depois, outras pequenas luzes começaram a surgir ao seu redor, algumas delas dando a impressão visual de entrar na luminosidade da fonte principal.

Durante aproximadamente dois minutos permaneci a observar aquele objeto luminoso. Visualmente, a fonte principal apresentava uma aparência aproximadamente discoidal, alternando entre branco intenso e tonalidades alaranjadas. Em seguida, a luz começou a deslocar-se na minha direcção. Avançou durante algum tempo e, aparentemente, parou novamente, agora numa posição que estimei, através da referência posterior no Google Maps, estar a aproximadamente 2 km de distância. Permaneceu nessa posição durante cerca de 5 a 10 segundos.

Então aconteceu algo que ainda hoje considero a característica mais difícil de explicar do avistamento: a luz simplesmente apagou-se. Não observei uma diminuição gradual da luminosidade, nem uma aproximação de nuvens ou qualquer obstáculo visual. Foi como se alguém tivesse desligado uma lâmpada através de um interruptor.

Considerei também a possibilidade de se tratar dos faróis de uma aeronave. Quando uma aeronave se aproxima diretamente do observador, os seus faróis podem parecer extremamente brilhantes e praticamente imóveis e, ao alterar a direção ou deixar de apresentar esses faróis, a fonte luminosa pode parecer desaparecer subitamente. No entanto, naquela noite eu estava a acompanhar as rotas aéreas através da aplicação e não consegui relacionar aquele fenómeno com uma rota de avião conhecida. Além disso, a região onde me encontrava não correspondia a uma zona de aproximação ou descolagem imediata.

Também considerei drones, balões meteorológicos e outros fenómenos convencionais. Nenhuma dessas hipóteses, contudo, pôde ser confirmada com os dados disponíveis. A minha experiência naquela noite não permite afirmar que tenha observado uma nave extraterrestre, mas também não me permite identificar positivamente o objeto como uma aeronave, satélite, drone, balão ou fenómeno astronómico conhecido.

O que permanece é um fenómeno aéreo não identificado, observado durante vários minutos, com mudanças de posição, luminosidade, cor, aparente altitude e comportamento que merecem ser analisados de forma objetiva. Para mim, a parte mais intrigante não foi simplesmente ter visto uma luz no céu, mas ter observado uma sequência de acontecimentos que, naquele momento, não consegui associar a nenhum objeto convencional conhecido.
Marcelo Brigido

O formulário estará disponível em 5 segundos…

Política de Privacidade e Cookies

O nosso site usa cookies funcionais para melhorar a sua experiência, pelo que ao navegar está a aceitar o uso desses cookies.
Porém, querendo dar-lhe a escolha de preservar a sua privacidade, pedimos-lhe que defina as seguintes opções: